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Debate sobre avicultura tem importância estratégica

NO CAMPO

Altas temperaturas desafiam desempenho e rentabilidade na avicultura

A possibilidade de temperaturas acima da média em diversas regiões do país reacende a preocupação dos avicultores com os impactos do estresse térmico sobre o desempenho produtivo das aves. Diante da perspectiva de influência do fenômeno El Niño até o início de 2027, especialistas alertam para a importância do planejamento das instalações e da adoção de práticas de manejo que contribuam para o conforto térmico e a produtividade dos plantéis.

As projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam a possibilidade de permanência do fenômeno climático, associado ao aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico. A influência do El Niño pode alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas em diferentes regiões brasileiras, impactando diretamente diversas atividades agropecuárias.

“Essas condições exigem atenção dos produtores rurais, já que o ambiente interfere diretamente no desempenho dos animais e nos resultados da produção”, afirma Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames.

Entre os setores mais sensíveis a esse cenário está a avicultura. Quando submetidas a temperaturas elevadas por períodos prolongados, as aves podem apresentar alterações comportamentais, fisiológicas e metabólicas que afetam seu desempenho. Esse processo caracteriza o chamado estresse térmico.

“As aves possuem capacidade limitada de dissipar o calor corporal. Em situações de calor excessivo, ativam mecanismos fisiológicos para reduzir a temperatura interna, entre eles o aumento da frequência respiratória. Ao mesmo tempo, tendem a reduzir o consumo de ração e a direcionar parte da energia que seria utilizada para crescimento, produção de ovos ou reprodução para a manutenção do equilíbrio térmico”, explica Bruno.

Segundo o especialista, os efeitos do estresse térmico podem se refletir diretamente nos índices produtivos e reprodutivos das aves, tornando ainda mais importante a adoção de medidas preventivas.

“Por isso, é fundamental que o produtor esteja preparado para minimizar esses impactos e oferecer um ambiente mais adequado aos animais. O planejamento das instalações desempenha papel essencial nesse processo. Em sistemas de criação em gaiolas, por exemplo, a circulação adequada do ar auxilia no controle térmico, enquanto a disponibilidade de água fresca merece atenção constante, já que o consumo pode aumentar significativamente durante períodos de calor”, destaca.

Além dos equipamentos e das práticas de manejo, os materiais utilizados nas instalações também influenciam a durabilidade das estruturas. Em ambientes avícolas, a exposição constante à umidade e aos processos frequentes de limpeza e higienização favorece a corrosão, tornando a resistência dos materiais um aspecto importante para a vida útil das instalações.

Nesse contexto, soluções com proteção reforçada contra corrosão são frequentemente utilizadas para aumentar a durabilidade das estruturas. Tecnologias que combinam zinco e alumínio, como o revestimento Bezinal, oferecem desempenho superior em ambientes mais agressivos.

“A Belgo Arames disponibiliza essa tecnologia no arame Belgo Ave Bezinal, desenvolvido especialmente para aplicações na avicultura. O revestimento contribui para a proteção contra a corrosão e para o aumento da vida útil do material, mesmo em condições severas de operação”, comenta Bruno.

O especialista cita ainda o Belgo Ave Galvanizado, fabricado com camada pesada de zinco e indicado para a fabricação de gaiolas criadeiras. Os arames também podem integrar telas de cercamento utilizadas em galpões convencionais, auxiliando na proteção das instalações contra a entrada de predadores e outros animais.

“Na avicultura, a escolha dos materiais deve considerar as condições às quais a estrutura ficará exposta ao longo do tempo. Soluções com maior resistência à corrosão contribuem para instalações mais duráveis e ajudam a reduzir a necessidade de manutenções e intervenções futuras”, conclui Bruno Nolasco.

Fonte: Assessoria

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