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RETRATOS

Duas personalidades das comunicações

Revirando o baú do Diário do Noroeste nos deparamos nesta semana com a foto de duas “lendas” das comunicações desta região do Paraná. Importante lembrar que os senhores destacados lançaram a pedra fundamental da imprensa por essas bandas e por isso merecem mais essa lembrança.

Em pé está Luiz Ferraz, o Bem-Te-Vi. Fotógrafo consagrado com sua inconfundível lente “Olho de Peixe”, ele também se aventurava pelas letras. Redigia as matérias sob a sua responsabilidade, sobretudo, no atendimento aos municípios. Prestou serviços ao DN por longo período e trabalhou em outras empresas, como a Revista Grande Noroeste. 

Bem-Te-Vi era eloquente, gostava de ideias elaboradas, de boa refeição com simplicidade, de cerveja encorpada e chegou a criar um “verbo” para definir algo que apreciava (segredos da Redação). Enfim, uma grande figura que passeava pela tríplice fronteira, uma brincadeira em alusão ao Brasil, Paraguai e Argentina. Para ele, todos que cruzavam a Ponte da Amizade era ironicamente internacional. 

Sentado na mesa, como gostava de ficar durante as prosas na Redação, está o Francisco Carlos Soares ou Chicão Soares, nome que se tornou sinônimo de jornalismo por essas bandas desde a fundação do Diário do Noroeste (O DN completou 70 anos de história no dia 23 de outubro de 2025). 

Chicão tinha um controle incomum das suas lidas. Dormia pouco, atendia os municípios, conhecia pessoas relevantes política e socialmente. Mas também conversava com gente simples e delas retiravam históricas que se tornaram célebres. Tinha compromisso com a hora marcada. Chicão detestava atrasos e falta de margem para imprevistos. “Saia mais cedo”, dizia ao ser comunicado sobre imprevistos pelo caminho (pneu furado, acidente na estrada…).

Os dois não estão mais nesse plano. E como gosto de dizer, cumpriram a pauta com sucesso e agora descansam em paz. Para nós, seus aprendizes em boa medida, resta dizer que estamos seguindo com base nos legados de Chicão e Bem-Te-Vi. E como defendia Chicão para a sua frase lapidar: “Passei a vida perseguindo estrelas; quem sabe agora eu possa toca-las”.    

Nota: Se você tem uma foto e queira compartilhar a história “daquele tempo, envie para paranavai@diariodonoroeste.com.br. Não esqueça de informar nomes, datas e evento.

Fonte: Texto: Adão Ribeiro Pesquisa: Vera Longo

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