Tempos difíceis costumam reforçar a importância da educação financeira, que ganha força em documentos oficiais, salas de aula e campanhas públicas. Diversas instituições públicas e privadas realizam palestras, workshops, cursos gratuitos e campanhas de orientação financeira para ajudar os brasileiros a tomarem decisões mais informadas sobre dinheiro.
A educação financeira está sendo inserida na sociedade visando formar uma futura geração consciente financeiramente, especialmente em uma sociedade onde o dinheiro é cada vez mais digital, o controle e o planejamento financeiro são mais desafiadores.
Compreender conceitos como orçamento, investimentos, planejamento e a tomada de decisões conscientes sobre o dinheiro deixou de ser um desejo e se tornou uma necessidade. As novas gerações irão crescer entendendo o valor do dinheiro e a importância de investir para garantir um futuro mais seguro e tranquilo.
Segundo Guilherme Augusto Pianezzer, professor de Matemática Financeira, mestre e doutor em Métodos Numéricos pela UFPR, a implementação da educação financeira nas escolas deve passar por uma revisão profunda. Não se trata apenas de ensinar a calcular juros compostos, mas de discutir escolhas, valores e consequências.
“Quando a escola oferece uma formação financeira realmente significativa, ela está desenvolvendo habilidades que serão úteis para todos os estudantes, independentemente da profissão que será exercida no futuro”, enfatiza Vininha F. Carvalho, economista, administradora de empresas e editora da Revista Ecotour News & Negócios.
O Ministério da Educação (MEC) tornou a educação financeira um tema obrigatório no ensino fundamental em 2017. No ano seguinte, a medida foi estendida aos alunos do ensino médio. Porém, a educação financeira não é uma disciplina específica nas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ou seja, ela é abordada nas aulas de matemática.
“Governos, escolas e a iniciativa privada precisam trabalhar juntos para garantir que a educação financeira se torne uma realidade em todas as escolas do país”, finaliza Vininha F. Carvalho.



