A presença feminina nas pistas de motocross ainda é menor quando comparada à participação masculina, mas, aos poucos, as mulheres vêm conquistando espaço e mostrando que também podem acelerar, competir e disputar posições nas provas. Em Paranavaí, durante a programação do Sul-Brasileiro de Motocross, uma das representantes dessa participação é Ariane Estruzani, de 23 anos, de Terra Rica, que disputa a categoria MXF.
Para a piloto, o crescimento da participação feminina é importante para fortalecer a modalidade e incentivar novas competidoras a conhecerem o esporte.
“É muito legal. A gente gostaria que o gate ficasse cheio de mulheres. Hoje é difícil, não tem muita mulher que compete, mas quanto mais mulher, melhor. É um esporte difícil, não é fácil, ainda mais para mulher, mas é divertido”, destacou Ariane.
Segundo ela, a realização de eventos estruturados e com espaço para o público também contribui para aproximar mais pessoas do motocross e incentivar novos participantes. A piloto ressalta a importância do apoio ao esporte para que a modalidade continue crescendo na região.
“É muito importante ter esse convívio com o esporte. O pessoal do público e da política ajuda a incentivar o esporte, a crescer mais”, afirmou.
Apesar das dificuldades e da menor presença feminina, Ariane destaca que, dentro da pista, homens e mulheres competem em igualdade de condições. Em algumas categorias, inclusive, as mulheres podem dividir o gate com os homens.
“Na hora que entra ali no gate, começa a acelerar, não tem essa de homem e mulher. É tudo competidor igual”, afirmou.



