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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

ECONOMIA

Paraná registra avanço da inadimplência, mas ainda mantém uma das menores taxas do país

A inadimplência está avançando no Paraná. Em agosto, 18,5% dos consumidores estavam com contas em atraso, ante 17,9% em julho e 12,4% no mesmo mês de 2025. Apesar da alta de 6,1 pontos percentuais em um ano, o Estado ainda apresenta a segunda menor taxa de inadimplência do país, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Fecomércio PR.

Em menor ritmo, o endividamento também segue em crescimento. Em agosto, 88,0% dos paranaenses possuíam algum tipo de dívida, posicionando o estado em 5º lugar com maior número de endividados do país. Na comparação com agosto de 2025, quando o endividamento atingia 85,7% das famílias, houve avanço de 2,3 pontos percentuais.

Estar endividado, no entanto, não significa necessariamente estar com as contas atrasadas. A PEIC considera dívidas compromissos como cartão de crédito, carnês de lojas, empréstimos e financiamentos de imóveis e veículos. Entre as famílias endividadas no Paraná, 78,9% mantêm os pagamentos em dia.

Além da inadimplência, também cresceu a proporção daqueles que afirmam não ter condições de pagar suas contas. O percentual chegou a 5,2% em agosto, ante 4,9% em julho e 2,3% no mesmo mês de 2025.

Outro dado mostra que parte das contas atrasadas permanece pendente por períodos mais longos. Entre os inadimplentes, 50,9% possuem débitos vencidos há mais de 90 dias. Outros 28,6% estão com pagamentos atrasados entre 30 e 90 dias e 20,5%, há até 30 dias. O tempo médio de atraso é de 66 dias.

Entre aqueles que possuem contas vencidas, 25,3% acreditam que conseguirão pagá-las integralmente no próximo mês e 46,4% esperam quitar ao menos parte dos valores. Outros 28,3% afirmam que não terão condições de realizar o pagamento.

Famílias de menor renda têm mais dificuldade

O endividamento está presente nas duas faixas de renda analisadas pela PEIC, mas as diferenças aparecem principalmente na capacidade de pagamento. Entre as famílias que recebem até dez salários mínimos, 88,9% estão endividadas e 20,0% possuem contas em atraso. Nas famílias com renda superior a dez salários mínimos, o endividamento chega a 83,9%, enquanto a inadimplência fica em 11,9%.

Entre as famílias de menor renda também é maior a parcela que afirma não ter condições de pagar as contas vencidas: 5,8%, ante 3,0% entre aquelas que recebem acima de dez salários mínimos.

As dívidas comprometem, em média, 32,5% da renda mensal das famílias paranaenses. O percentual chega a 32,9% entre aquelas que recebem até dez salários mínimos e fica em 30,5% nas famílias de maior renda. Para 16,9% dos endividados, mais da metade da renda está comprometida com esses pagamentos.

Tipos de dívidas – O cartão de crédito continua sendo a modalidade de dívida mais presente no orçamento das famílias, citado por 88,2% dos endividados. Na sequência aparecem financiamento de carro (9,6%), carnês (8,3%) e financiamento da casa (7,1%). Crédito consignado (3,7%), crédito pessoal (3,6%) e cheque especial (2,1%) completam os principais tipos de dívida.

O levantamento também mostra que 47,1% das famílias permanecerão comprometidas com dívidas por até três meses, enquanto 42,1% possuem compromissos que se estendem por mais de um ano. Em média, o tempo de comprometimento com dívidas no Paraná é de 6,5 meses.

Fonte: Agência Brasil

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