Ao longo de 20 anos de história, o Éffeta foi acompanhado por pessoas que cresceram junto com o evento e ajudaram a construir sua trajetória. Entre elas está Bia Romano, que esteve na primeira edição da iniciativa da Comunidade Católica Emanuel e continua participando do evento duas décadas depois.
A relação de Bia com o Éffeta é marcada pelo serviço. Na 20ª edição, realizada neste fim de semana em Paranavaí, ela teve a missão de fazer a primeira pregação do módulo de Maria. Para ela, estar novamente diante do público em um momento tão simbólico foi mais um presente dentro de uma caminhada que começou há duas décadas. “Nós abrimos o módulo de Maria e eu tive a graça de fazer a primeira pregação”, conta.
Bia afirma que recebeu a missão com alegria, mas também com as inseguranças naturais de quem assume a responsabilidade de falar sobre a fé para outras pessoas. Foi justamente nesse sentimento que encontrou uma conexão com a passagem bíblica escolhida para a reflexão: a Anunciação do anjo a Maria.
“Foi uma experiência única. Vejo que foi um grande presente de Deus. Eu que nem sou tão preparada para isso, mas, se Deus quiser, sim, Deus prepara”, afirma.
A pregadora relembra o momento em que Maria recebe o anúncio de que seria a mãe de Jesus e, mesmo diante daquilo que não compreendia, se coloca à disposição da vontade de Deus. “Eis-me aqui com todas as minhas inseguranças, mas eu sei que Deus age nas pequenas coisas”, diz.
Para Bia, a atitude de Maria diante do chamado também inspira quem se dispõe a servir, mesmo sem se considerar completamente preparado. “Eis-me aqui, não como Nossa Senhora, porque eu nem chego aos pés de Nossa Senhora, mas eis-me aqui para fazer a vontade de Deus”, afirma.
Uma história construída ao longo de 20 anos
A participação de Bia na 20ª edição não representa um retorno ao Éffeta, mas a continuidade de uma história que começou na primeira edição e seguiu sendo construída ao longo dos anos. Durante esse período, ela exerceu diferentes formas de serviço dentro do evento. Nesta edição, além da pregação no módulo de Maria, também voltou a cantar durante a missa, a convite do padre Adão.
“Foi outro presente, porque há muitos anos eu não canto no Éffeta e, de repente, o padre me fez o convite para cantar o Salmo”, conta.
Mesmo com a experiência acumulada ao longo dos anos, o convite novamente despertou emoção e certa apreensão. “Confesso que o meu coração deu uma disparada, fiquei um pouco temerosa, mas eu obedeci ao chamado de Deus pela voz do Padre Adão mais uma vez”, relata.
Éffeta faz parte da história de conversão
Para Bia, essa relação de duas décadas não pode ser separada de sua própria caminhada de fé. O Éffeta, segundo ela, foi um dos espaços fundamentais para o início de seu serviço na Igreja. “O Éffeta representa para mim uma grande evangelização. O Éffeta, na verdade, faz parte da minha conversão”, afirma.
Foi dentro do evento que ela começou a servir a Deus e passou a atuar junto à Comunidade Católica Emanuel. “Quando eu comecei na Igreja, servindo a Deus, foi dentro do Éffeta, como consagrada da Comunidade Católica Emanuel”, relembra.



