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Gabriel Fachiano, prefeito de Santo Antonio do Caiuá e presidente do Cica

SANEAMENTO

“Cada município paga pelo que entrega no aterro”, diz presidente do Cica

Gestão do aterro sanitário de Paranavaí passa a ser compartilhada; modelo consorciado prevê rateio de custos, expansão da estrutura e usina de triagem para aumentar a vida útil

Cibele Chacon 

Da redação

O aterro sanitário de Paranavaí deixou de ser administrado exclusivamente pela Prefeitura e passa a ser gerido pelo Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (Cica). A mudança representa um novo modelo de parceria regional, no qual cada município participante assume responsabilidades financeiras de acordo com o volume de resíduos que deposita no local.

O aterro sanitário de Paranavaí, além de comportar os resíduos produzidos pelo município, também atende outras nove cidades que integram o Cica: Amaporã, São Carlos do Ivaí, São João do Caiuá, Nova Aliança do Ivaí, Mirador, Presidente Castelo Branco, Inajá, Tamboara e Alto Paraná. São aproximadamente 100 toneladas de resíduos recebidas diariamente.

Aterro passa a ser usado de forma compartilhada

Segundo o presidente do Cica, Gabriel Fachiano, a lógica é simples: cada caminhão que chega ao aterro é pesado, e ao final do mês o consórcio emite a cobrança proporcional para cada município. Hoje, o custo médio é de R$ 203,00 por tonelada. O recurso utilizado para esse pagamento vem da taxa de coleta de lixo, paga pelos moradores em suas cidades. “Então todas as despesas, todos os contratos, o consórcio faz o gerenciamento, mas na verdade o pagamento em si, a questão financeira, ela é exclusivamente dependente da parte de cada município”, explica.

Paranavaí, maior município da região, continua sendo o principal usuário do aterro. Aproximadamente 80% de todo o resíduo depositado vem da cidade. Isso significa que, mesmo dentro do modelo consorciado, a maior parte dos custos permanece sob sua responsabilidade, mas agora dentro de uma estrutura em que despesas de operação e futuros investimentos são divididos entre todos os consorciados.

Esse equilíbrio é uma das vantagens da gestão compartilhada. Antes, cabia apenas a Paranavaí arcar com investimentos pesados, como a abertura de novas células. Agora, os gastos serão rateados entre os municípios, o que reduz o impacto financeiro individual e permite planejamento conjunto. “Os investimentos deixam de ser responsabilidade exclusiva de Paranavaí e passam a ser assumidos por todos que utilizam o aterro, de acordo com sua participação”, reforça Fachiano.

A vida útil atual do aterro é estimada em apenas um ano e meio a dois anos, o que torna urgente a criação de uma nova célula. O consórcio já prepara o projeto técnico, orçado em cerca de R$ 5 milhões, para apresentar ao Instituto Água e Terra (IAT) e ao Governo do Estado, em busca de recursos.

O papel de Paranavaí e também de Santo Antônio do Caiuá, cidades que possuem aterros licenciados, é estratégico: servir de polo regional para municípios vizinhos, evitando que cada cidade tenha de arcar com altos custos de implantação e operação individual. Essa estrutura consorciada, incentivada pelo Estado desde 2022, busca otimizar recursos, reduzir passivos ambientais e garantir a sustentabilidade do sistema.

Além da nova célula, o consórcio projeta a instalação de uma usina de triagem de resíduos sólidos, que poderá reduzir em até 85% o volume destinado ao aterro. A medida promete ampliar de forma significativa a vida útil da estrutura e diminuir os impactos ambientais.

Com a mudança, o funcionamento do aterro ganha um novo desenho: cada município mantém sua coleta, continua levando resíduos a Paranavaí e remunera proporcionalmente pelo uso. O Cica, por sua vez, coordena a gestão, o rateio das despesas e a busca por investimentos que garantam a continuidade do serviço.

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