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Foto: Ivan Fuquini

RIO PARANÁ

Construção da ponte entre PR e MS deve começar em 2027, projeta governador

Até lá, é preciso vencer alguns trâmites burocráticos, como o estudo ambiental e o processo de licitação para contratar a empresa executora da obra

O governador Carlos Massa Ratinho Junior, projetou para 2027 o início da construção da ponte sobre o rio Paraná ligando o estado ao vizinho Mato Grosso do Sul. O anteprojeto da obra foi apresentado oficialmente no último sábado (21), durante evento realizado em São Pedro do Paraná.

Uma obra de tamanha magnitude exige o cumprimento de diferentes etapas. A primeira consistiu na elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), financiado pela Itaipu Binacional, ao custo de quase R$ 3 milhões.

Depois do parecer positivo, a Associação Comercial de Maringá (Acim) se comprometeu a arcar com as despesas para a confecção do anteprojeto, quase R$ 2 milhões.

O governador Ratinho Junior explicou que, a partir de agora, com o documento finalizado, será necessário promover estudos que apontarão características geográficas, climáticas, da fauna e da flora. A previsão é que sejam concluídos dentro de 12 meses, a depender das informações disponibilizadas pelos municípios da região – tanto no Paraná quanto em Mato Grosso do Sul. Os resultados darão acesso às licenças ambientais.

A etapa seguinte será o lançamento do edital de licitação para contratar a empresa que executará a obra efetivamente. Os processos legais deverão se estender por até 90 dias, e não havendo qualquer intercorrência, os trabalhos poderão começar.

O anteprojeto custeado pela Acim indica que a ponte terá cerca de dois quilômetros de extensão. Também contempla a restauração de 19,8 quilômetros da PR-577, a construção de um contorno no Porto São José, a implantação de 30 quilômetros da rodovia MS-473 e a construção de um viaduto de acesso em Taquarussu. O investimento estimado é de aproximadamente R$ 1,37 bilhão.

Construção da ponte reforça importância da BR-376 para o agronegócio
Foto: Arquivo DN

Economia

A ligação entre os dois estados sobre o rio Paraná representará desenvolvimento econômico. A afirmação se baseia nas declarações das autoridades presentes no evento do último sábado, assim como em análises feitas por lideranças da sociedade civil.

Atualmente, o trajeto para escoar a produção de grãos dos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso até o Porto de Paranaguá inclui trechos de rodovias em São Paulo. A construção da ponte reduzirá pelo menos 100 quilômetros do percurso.

Uma contagem de tráfego feita em 2023 mostrou que os veículos que passam diariamente passam pela BR-376, entre Nova Londrina e Paranavaí, representam 23.351 eixos. Diretor do grupo Sociedade Civil Organizada do Paraná (Socipar) e da Associação dos Advogados do Noroeste do Paraná (Advog), Edilson Avelar, informou que 52% são caminhões de seis a nove eixos.

O monitoramento se deu entre os dias 10 e 16 de setembro e o resultado apontou crescimento de quase 100% em relação aos dados obtidos em 2019, quando a empresa responsável pela manutenção do trecho computou volume diário de 11.770 eixos.

Os números justificaram a inclusão da duplicação da rodovia no novo contrato de concessão rodoviária.

Avelar pontou: “Para a Socipar, que se envolveu nos dois cenários, é a confirmação de que a região poderá atingir o desenvolvimento macro, com atração de investimento para conquistar indústrias, elevando o PIB de Paranavaí e das cidades do entorno. [A ponte] é a ligação do setor de produção de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ao setor de exportação do Paraná”.

“Aliado a isso”, complementou o advogado, “o investimento em turismo certamente será acelerado, pois o nosso litoral de água doce tem recebido infraestrutura”.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação

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