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ARTIGO

O que o PISA revela sobre a educação no Brasil

*Marlon Ceni

O relatório de Pisa é um documento que apresenta os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), uma pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que avalia o desempenho de estudantes de 15 anos de idade em leitura, matemática e ciências. O relatório mostra como os estudantes de cada país se saíram na avaliação, quais são os fatores que influenciam a sua aprendizagem e quais são as políticas e práticas educacionais que podem melhorar a qualidade e a equidade da educação.

O Brasil participa do Pisa desde o ano 2000 e o último relatório foi publicado em 2023, referente à edição de 2022. O Brasil ficou na 59ª posição entre os 82 países participantes, com uma média de 418 pontos nas três áreas avaliadas, abaixo da média da OCDE, que foi de 493 pontos. O Brasil teve o seu melhor desempenho em leitura, com uma média de 443 pontos, ficando na 51ª posição entre os países participantes. No entanto, o desempenho em matemática foi o pior: apenas 27% dos estudantes brasileiros sabem mais do que o mínimo esperado pela pelo relatório na disciplina, enquanto a média mundial é de 69%, o Brasil ainda apresentou uma grande desigualdade no desempenho dos estudantes, com uma diferença de 102 pontos entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres.

A posição do Brasil neste relatório é importante porque reflete o nível de competência e preparação dos estudantes brasileiros para enfrentar os desafios do século XXI, tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Um bom desempenho no Pisa significa que os estudantes brasileiros estão aptos a compreender, interpretar, resolver e comunicar problemas complexos em diferentes contextos e situações, utilizando o conhecimento adquirido nas diversas áreas do saber, além de estarem motivados, confiantes e satisfeitos com o seu processo de aprendizagem, o que contribui para o desenvolvimento integral como cidadãos e seres humanos.

A melhoria do ensino do país, principalmente em matemática, é fundamental para que o Brasil possa melhorar a sua posição no relatório de Pisa e, consequentemente, a sua competitividade e inovação no cenário global. A matemática é uma área do conhecimento que desenvolve o raciocínio lógico, a abstração, a criatividade e a capacidade de argumentação dos estudantes, habilidades essenciais para o sucesso em diversas áreas profissionais, especialmente nas relacionadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). A matemática também é uma ferramenta que permite aos estudantes explorar, modelar e entender fenômenos naturais, sociais e econômicos, ampliando a sua visão de mundo e a sua participação na sociedade.

Uma das formas de melhorar o ensino do país, principalmente em matemática, é utilizar a tecnologia como uma aliada no processo de ensino e aprendizagem. A tecnologia pode oferecer recursos e oportunidades para que os estudantes possam aprender de forma ativa, interativa, colaborativa e significativa, de acordo com as suas necessidades e o seu ritmo. A tecnologia também pode oferecer feedback e orientação para que os estudantes possam avaliar e melhorar o seu desempenho, além de motivar e engajar os estudantes no seu processo de aprendizagem.

Uma das plataformas que oferece soluções educacionais baseadas em tecnologia para escolas, professores e estudantes é a Analytica Ensino, que utiliza o método de ensino adaptativo, personalizando o aprendizado de acordo com as necessidades e o ritmo de cada estudante. A plataforma também disponibiliza recursos como vídeo aulas, podcasts, exercícios, simulados e gráficos de desempenho para auxiliar no estudo e na avaliação dos alunos.

A edtech atua na contribuição para o desenvolvimento das competências e habilidades dos estudantes brasileiros em leitura, matemática e ciências, especialmente em matemática, que é a área de maior defasagem do país, além de contribuir na redução da desigualdade no desempenho dos estudantes, pois pode oferecer um ensino de qualidade e acessível para todos os estudantes, independentemente da sua condição socioeconômica.

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