Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Corrida UniFatecie
Dr. Cleyton
ONIL X
PACAEMBU – Banner maior
Prefeitura Paranavaí – OUTUBRO ROSA
ACIAP – Jantar (Grande)
Casa Maringá – Outubro
CRESOL
Compartilhe:
Rairtoni Pereira é personal trainer há mais de 10 anos, ajudando pessoas a desenvolver hábitos saudáveis e uma relação positiva com o próprio corpo. É autor do livro "5 Atitudes para criar o hábito de se exercitar todos os dias"

CÂNCER DE MAMA

O treino também faz parte da prevenção

Outubro chegou, e com ele as campanhas de conscientização sobre o câncer de mama voltam a ganhar espaço. É um bom momento para ampliar essa conversa e abordar um aspecto que, na minha experiência como personal trainer, ainda aparece pouco nessas discussões: o papel da atividade física na prevenção da doença.

Segundo a Estimativa 2026–2028 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), divulgada em fevereiro deste ano, o Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano até 2028, o equivalente a cerca de 30% de todos os casos de câncer em mulheres no país. É o tipo de câncer mais incidente entre elas, e a projeção representa um crescimento de aproximadamente 5 mil casos anuais em relação ao levantamento anterior.

Diante desse cenário, o próprio INCA inclui a atividade física entre as estratégias que podem contribuir para a redução do risco de diversos tipos de câncer, entre eles o de mama. Essa relação também já foi analisada em estudos realizados no Brasil.

Uma pesquisa conduzida pela Faculdade de Medicina da USP, em parceria com pesquisadores de Harvard, Cambridge e Queensland, e publicada na revista científica Cancer Epidemiology, estimou que até 8,6 mil casos de câncer em mulheres brasileiras poderiam ser evitados anualmente com o aumento da prática regular de atividade física. O estudo também apontou que mais da metade das mulheres no país não alcança a recomendação da Organização Mundial da Saúde de pelo menos 150 minutos de atividade física por semana.

A relação entre exercício e redução do risco de câncer não depende de uma fórmula específica nem exige treinos de alta intensidade. A atividade física regular está associada à redução da gordura corporal, à melhora da sensibilidade à insulina e à diminuição de processos inflamatórios, além de contribuir para o equilíbrio hormonal e o fortalecimento do sistema imunológico. Juntos, esses fatores estão entre os que mais influenciam o risco de desenvolvimento de câncer, especialmente o de mama após a menopausa.

É importante, no entanto, não transformar a prevenção em uma cobrança por desempenho. Caminhar, fazer musculação, nadar, pedalar ou praticar outra atividade de forma regular pode contribuir para uma rotina mais ativa. O benefício está muito mais relacionado à constância do que à busca por resultados extraordinários em pouco tempo.

Para quem já está em tratamento contra o câncer, o cuidado precisa ser individualizado. A prática de exercícios deve considerar o tipo de tratamento, as condições clínicas e eventuais limitações ou efeitos colaterais, sempre com orientação adequada dos profissionais que acompanham o paciente. A atividade física, nesses casos, pode fazer parte do cuidado, mas não substitui o tratamento médico.

Outubro é o mês em que a conversa sobre o câncer de mama ganha mais espaço. Mas prevenção não tem data marcada. Ela está relacionada a escolhas e hábitos construídos ao longo do ano. Manter o corpo em movimento, de maneira adequada e constante, é uma atitude acessível que pode contribuir para uma vida mais saudável e para a redução do risco de diferentes doenças.

Fonte: *Rairtoni Pereira

Compartilhe:
RENATO BENVINDO FRATA
GUIA GESTÃO
DN (quadradinho)
GUTO COSTA
UNESPAR
ACIAP – Jantar (Pequeno)
GUTO COSTA
DN (quadradinho)
RENATO BENVINDO FRATA