Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mais notícias...

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Prefeitura Paranavaí – OUTUBRO ROSA
Dr. Cleyton
Casa Maringá – Outubro
ACIAP – Jantar (Grande)
ONIL X
CRESOL
Compartilhe:

CUIDADOS

Manejo do Diabetes em Cães e Gatos

O diabetes mellitus é uma doença endócrina que requer monitoramento contínuo e ajustes no estilo de vida dos pets e de seus donos.

Embora esse diagnóstico possa parecer assustador, os pets poderão manter uma boa qualidade de vida e terão um bom prognóstico a longo prazo seguindo um plano de manejo adequado às necessidades de cada paciente.

O manejo do diabetes em cães e gatos é essencial para evitar consequências graves e as sequelas dessa complexa doença. Embora alguns dos sinais possam variar entre cães e gatos, os princípios básicos do manejo clínico são semelhantes e incluem a modificação do estilo de vida dos pets e a terapia com insulina a longo prazo.

Administração de insulina

Atualmente existem diversos tipos de insulina disponíveis no mercado, muitas das quais diferem em sua composição e tempo de atuação.

As de ação curta são utilizadas geralmente em pacientes com crises diabéticas ou situações de emergência,

enquanto que as insulinas de ação intermediária e de ação prolongada são usadas para gerenciamento e controle de longo prazo.

A seleção do tipo de insulina e seu uso depende dos critérios veterinários e das necessidades individuais de cada paciente.

Entre as insulinas mais utilizadas está a insulina suína purificada, uma das terapias de primeira linha recomendadas pela American Animal Hospital Association para o manejo clínico do diabetes mellitus em cães. Essa insulina de ação intermediária é administrada por via subcutânea e atinge seu pico de concentração sanguínea aproximadamente 6 horas após a aplicação. Mantém seus níveis por até 12 horas em gatos e 24 horas em cães. Uma dose inicial é fornecida e modificada segundo a resposta do paciente baseando-se na sintomatologia e resultados de glicemia. É administrada uma a duas vezes ao dia em cães e duas vezes ao dia em gatos, e sugere-se a administração matutina no mesmo momento da alimentação para coincidir com o pico do efeito da insulina.

Embora o uso de medicamentos seja essencial para o controle glicêmico adequado, existem vários fatores adicionais que devem ser levados em consideração ao estabelecer um plano de manejo:

Ajuste da dieta: o pet deve ser alimentado no mesmo horário todos os dias com as rações que o veterinário responsável considerar adequadas. Além de seguir um regime constante, é importante administrar a mesma quantidade de alimento em cada porção e evitar fornecer alimentos fora das horas previamente programadas. Isso é importante para manter as necessidades de insulina de maneira constante. Quanto à composição, são sugeridas dietas ricas em fibras, pois podem ajudar a manter baixos os níveis de glicose no sangue, enquanto dietas ricas em carboidratos devem ser evitadas ao máximo devido ao seu efeito hiperglicêmico.

Controle de peso e nível de exercício: a atividade física pode ajudar a diminuir os níveis de glicose no sangue. No entanto, o exercício deve ser leve a moderado para evitar submeter os pets a uma queda dramática na glicemia. A redução das doses de insulina deve ser considerada se for planejado submeter o pet a exercícios prolongados, e isso deve ser discutido dentro do plano de manejo com o médico veterinário. Também deve ser avaliado se o animal apresenta obesidade e fazer os ajustes respectivos, pois esta condição pode contribuir negativamente no manejo da doença.

Sinais clínicos e glicemia: embora seja importante conhecer o nível de glicemia e manter um controle e registro dessas medidas, é importante conhecer o quadro clínico geral de cada pet e interpretar esses números do ponto de vista clínico. É indispensável que o proprietário relate mudanças no nível de atividade do animal, consumo de água e alimento, condição corporal e micção para fazer os ajustes necessários no plano de manejo.

Comunicação: A comunicação entre o médico veterinário e o proprietário do pet é fundamental para gerar um plano de manejo que visa melhorar a qualidade de vida do pet e um tratamento sem complicações a longo prazo. A comunicação entre ambas as partes deve ser clara e assertiva e deve incluir as expectativas de tratamento, prognóstico, possíveis complicações, custos e comprometimento dos proprietários.

Visitas de controle: exames de monitoramento físicos e laboratoriais devem ser agendados para detectar possíveis efeitos da medicação e fazer os ajustes necessários. O proprietário deve comprometer-se a assistir a estas visitas, pois parte do sucesso e um bom prognóstico da diabetes mellitus depende do monitoramento da glicemia de acordo com os sinais clínicos e ajuste da dose de insulina.

(Texto extraído de: universodasaudeanimal.com.br)

Compartilhe:
GUIA GESTÃO
UNESPAR
DN (quadradinho)
GUTO COSTA
ACIAP – Jantar (Pequeno)
RENATO BENVINDO FRATA
GUTO COSTA
RENATO BENVINDO FRATA
DN (quadradinho)